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2007-11-21
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Galp Energia comemora os 10 anos do Gás Natural em Portugal
A Galp Energia celebra hoje os 10 anos da introdução do gás natural em Portugal, no Parque Desportivo Engº Ministro dos Santos, em Mafra, numa cerimónia que conta com a presença do Presidente Executivo da Galp Energia, Engº Manuel Ferreira De Oliveira, e do Presidente da Câmara Municipal de Mafra, Engº José Ministro dos Santos.

O gás natural foi introduzido em Portugal com o objectivo de disponibilizar uma energia competitiva, cómoda e ecológica, além de permitir a diversificação dos recursos energéticos do País ao reduzir a dependência do petróleo.

A Galp Energia orgulha-se de ter liderado este projecto nacional, participando em todas as fases da construção deste sector em Portugal, incluindo a construção das infra-estruturas, de alta a baixa pressão, bem como de ter ajudado a criar o mercado de gás natural em Portugal.

Infra-estruturas de Alta Pressão

A assinatura do Contrato de Concessão entre a Transgás, empresa do grupo Galp Energia, e o Estado Português que abrangia a importação, transporte, armazenagem e fornecimento de gás natural, permitiu criar as condições necessárias para o desenvolvimento do gás natural em Portugal, nomeadamente através dos seguintes projectos: 

·         Construção de gasodutos que permitem o abastecimento de gás natural a partir da Argélia, com a travessia de Marrocos, do estreito de Gibraltar e uma extensão de território espanhol até território nacional em Campo Maior;

  • Construção de um terminal de regaseificação em Sines, que permite a recepção de gás natural liquefeito (“GNL”) de diversas proveniências por via marítima;
  • Construção, em território nacional, de mais de 1.200 quilómetros de gasodutos de alta pressão para transporte de gás natural;
  • Construção de armazenagem subterrânea de gás natural, localizada perto de Pombal, de forma a garantir uma elevada flexibilidade e capacidade de resposta às necessidades do mercado.

Rede de Infra-estruturas de alta pressão

(ver mapa no documento em pdf)

Terminal de Regaseificação de Sines

O terminal de regaseificaçao de Sines iniciou a sua actividade comercial em Janeiro de 2004 e conta com uma capacidade total de 5,25 mil milhões de metros cúbicos por ano. A capacidade de acostagem de navios deste terminal varia entre os 40 mil metros cúbicos e os 165 mil metros cúbicos, com um tempo médio de descarga de 15 horas. Para além da infra-estrutura de regaseificação o terminal possui ainda dois tanques com uma capacidade total de armazenagem de gás natural de 250 mil metros cúbicos.

A armazenagem subterrânea de gás natural, está localizada em Pombal, distrito de Leiria e inclui 4 cavernas com uma capacidade total de 150 milhões de metros cúbicos. Estas cavernas têm uma capacidade de injecção de 120 mil metros cúbicos por hora e de extracção de cerca de 300 mil metros cúbicos, para o total da instalação. Destas quatro cavernas, apenas uma pertence à Galp Energia com uma capacidade de 40 milhões de metros cúbicos, estando uma segunda caverna em construção, que se prevê que entre em funcionamento no final de 2010, com uma capacidade de 45 milhões de metros cúbicos. A Galp energia é assim uma das poucas empresas na península Ibérica com capacidade de armazenagem própria.

Ao abrigo da Resolução do Conselho de Ministros nº 169/2005, de 24 de Outubro, na qual se aprovou a Estratégia Nacional para a Energia, o Conselho de Ministros de Portugal decidiu autonomizar os activos regulados de gás natural e operacionalizar a sua junção à empresa operadora da rede de transporte de electricidade, a actual Redes Energéticas Nacionais, S.A. (“REN”). Neste sentido a Galp Energia alienou à REN, em Setembro de 2006, o terminal de regaseificação de Sines, a rede de gasodutos de alta pressão em território nacional e três cavernas de armazenagem subterrânea.


Distribuição de gás natural em Portugal

O desenvolvimento das infra-estruturas de média e baixa pressão foi realizado pelas diversas distribuidoras regionais de gás natural criadas entre 1990 e 1999. A Galp Energia está assim presente no mercado nacional através de cinco distribuidoras de gás natural - Beiragás, Lisboagás, Lusitaniagás, Setgás e Tagusgás – que abrangem as principais cidades do País. Na sequência da decisão, em 1999, de alargar a distribuição de gás natural a novas áreas não concessionadas, foram criadas as Unidades Autónomas de Gás Natural Liquefeito (“UAG’s”) ao abrigo de licenças de distribuição local. Empresas como a Duriensegás, Paxgás, Dianagás e Medigás permitem distribuir esta energia a zonas mais distantes sem ligação ao gasoduto de alta pressão, sendo por isso abastecidas por carro tanque.

Actualmente a Galp Energia abastece 83 concelhos do país e apresenta uma rede de distribuição de gás natural com uma extensão superior a nove mil quilómetros.
 

Áreas de distribuição de gás natural

(ver mapa no documento em pdf)


Aprovisionamento e venda de gás natural

A Galp Energia é responsável pelas actividades de aprovisionamento, venda e distribuição de gás natural. O aprovisionamento é assegurado através de contratos de fornecimento de longo prazo, de 5,7 mil milhões de metros cúbicos por ano, provenientes da Argélia, por gasoduto e da Nigéria, por via marítima com navios metaneiros. Em 2006, foram adquiridos 4,6 milhões de metros cúbicos de gás natural, 45% assegurados pela Argélia e o remanescente pelo GNL da Nigéria.

No ano de 2006 a Galp Energia atingiu um volume de vendas de gás natural de 4,6 mil milhões de metros cúbicos, dos quais 3,9 foram vendidos no mercado português. Desde 2000 até 2006, o mercado de gás natural em Portugal já cresceu cerca de 76%, um crescimento médio anual de 10%.
 

Mercado de Gás Natural em Portugal (Milhões de metros cúbicos)

(ver mapa no documento em pdf)

As vendas ao mercado nacional encontram-se divididas em três segmentos principais: eléctrico, industrial e distribuidoras regionais. No segmento eléctrico a Galp Energia vende gás natural às centrais termoeléctricas, das quais se destacam a Central de Ciclo Combinado da Tapada do Outeiro, a Central Termoeléctrica do Ribatejo e a Central Termoeléctrica do Carregado, que tiveram em 2006 consumos na ordem dos 1,7 mil milhões de metros cúbicos. O segmento industrial, que engloba vendas a mais de 192 unidades fabris dos mais diversos sectores industriais, bem como vendas às centrais de cogeração, atingiu um consumo total em 2006 de 1,5 mil milhões de metros cúbicos. As distribuidoras regionais, responsáveis por um consumo de 0,7 mil milhões de metros cúbicos em 2006, têm como principais clientes os utilizadores domésticos, os serviços e a pequena indústria.

A Galp Energia, através da sua participação na quase totalidade das empresas de distribuição de gás natural e UAG’s, atingiu no final do terceiro trimestre de 2007 uma quota de mercado de 73%, com mais de 800 mil clientes. Desde 2000 até 2006, as vendas destas distribuidoras regionais aumentaram cerca de 90%, de 263 milhões de metros cúbicos para 498 milhões de metros cúbicos A actividade actual da Galp Energia conta, para além da rede de distribuição de gás natural, com uma rede de 38 lojas e 98 viaturas de serviço, que suportam o abastecimento a mais de oitenta e três concelhos do país. Mafra passa a ser o mais recente concelho a utilizar gás natural.
 

Vendas das distribuidoras regionais de gás natural participadas pela Galp Energia (Milhões de metros cúbicos)

(ver quadro no documento em pdf)

O futuro do mercado de gás natural

Em 2006 o gás natural representava cerca de 15% da energia primária consumida em Portugal, quando o valor da média Europeia se situava próximo dos 25%, ou mesmo de Espanha com 22%. Já para 2012 as projecções apontam para que esta forma de energia passe a representar cerca de 22%, equivalente a 7,6 mil milhões de metros cúbicos, do total da energia primária em Portugal, um crescimento médio anual de aproximadamente 11%, quando em Espanha este crescimento espera-se que seja de apenas 5%, atingindo um mercado de gás natural de 44,8 mil milhões de metros cúbicos .
 
Anexo

Cronologia - Datas importantes para o projecto do gás natural em Portugal

Outubro de 1993

  • Formação da Transgás – Sociedade Portuguesa de Fornecimento de Gás Natural, SA.
  • Assinatura do Contrato de Concessão de importação, transporte, armazenagem e fornecimento de gás natural.

Junho de 1994 

  • Início da construção do projecto de gás natural em Portugal. A Transgás inicia a construção do gasoduto de alta pressão, rede principal, entre Setúbal e Braga – 350 quilómetros.


Dezembro de 1994

  • Assinatura do contrato de venda de gás natural para a produção eléctrica, 1ª Central de Ciclo Combinado a gás natural em Portugal

.
Junho/Julho de 1996

  • Assinatura do contrato de transporte.

Dezembro de 1996 

  • Primeira compra de gás natural efectuada pela Transgás, SA.
  • Chegada do gás natural à fronteira Portuguesa.


Abril de 1997 

  • Abastecimento do primeiro cliente de gás natural (cliente doméstico na área da concessão da Portgás).

Maio de 1997

  • Abastecimento do primeiro cliente industrial, a Auto Europa, no concelho de Palmela.

Março de 1999 

  • Criação da Galp Energia como um veículo de reestruturação do sector energético em Portugal, nas áreas do petróleo e gás natural, com a fusão da Petrogal e da GDP-Gás de Portugal


1999 a 2001

  • Decorre a Operação de Mudança de Gás em Lisboa, com a conversão de mais de 220.000 clientes de gás de cidade para gás natural.

 2000

  • Início dos trabalhos de preparação do terreno para a construção do Terminal de Gás Natural Liquefeito (terminal de GNL), em Sines.

2003

  • Conclusão dos investimentos no Terminal de GNL em Sines e ligação desta infra-estrutura à rede nacional através do gasoduto Sines-Setúbal.

2006

  • Concretização do Processo de Separação das Actividades Reguladas no sector do gás natural.
  • ERSE aprova a nova regulamentação do sector do gás natural.


Junho de 2007

  • Galp Energia apresenta nova marca Gás Natural.

Setembro de 2007

  • Galp Energia obtém licença de comercializador em Espanha


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