A Galp Power é a empresa do Grupo Galp Energia cuja a actividade está focada no desenvolvimento da produção de electricidade a partir de energias renováveis, nomeadamente a eólica, e de centrais de ciclo combinado e cogeração. Actualmente, este o segmento de negócio é composto por três centrais de cogeração, nas quais a Galp Energia, através da Galp Power, detém participações (70% na Powercer, 65% na Carriço e 35% na Energin).
A empresa fornece energia eléctrica e térmica a grandes clientes industriais, tais como a Solvay, a Renoeste (Quimigal/Grupo CUF) e a Sociedade Central de Cervejas. Estas três centrais de cogeração geram energia eléctrica e térmica através da queima de gás natural. Estas três centrais de cogeração tinham, no final de 2005, uma capacidade eléctrica total instalada de mais de 80 MW, uma produção eléctrica anual de aproximadamente 500 GWh e um consumo anual de aproximadamente 159 milhões de m3 de gás natural.
Esta central de cogeração iniciou a sua actividade em Março de 2002. Está localizada na unidade industrial da Solvay, na Póvoa de Santa Iria, e possui uma turbina a gás com uma potência de 42 MW e uma caldeira de recuperação de calor com uma capacidade máxima de 120 ton/h de produção de vapor. Em 2005, produziu 262 GWh de electricidade, que foi inteiramente vendida ao Sistema Eléctrico de Serviço Público (SEP). O vapor produzido foi consumido pela Solvay no seu processo produtivo. O consumo de gás natural da central foi de aproximadamente 89 milhões de m3. A Galp Energia detém uma participação de 35% na Energin, que consolida através do método de equivalência patrimonial, sendo os restantes 65% detidos pela EDP.
A central de cogeração do Carriço iniciou a sua actividade em Março de 2004. O seu maior cliente é a Renoeste, uma unidade de processamento de sal. A central do Carriço possui uma turbina a gás com uma potência de 30 MW e uma caldeira de recuperação de calor com uma capacidade máxima de 42 MW de produção de água quente. Em 2005, produziu 198 GWh de electricidade, que foi vendida principalmente ao SEP. A água quente produzida foi consumida pela Renoeste no seu processo produtivo. O consumo de gás natural desta central foi de aproximadamente 52 milhões de m3. A Galp Energia detém uma participação de 65% na Carriço, sendo os restantes 35% detidos pela EDP.
A central de cogeração da Powercer iniciou a sua actividade em Setembro de 2004. Está situada no complexo da Sociedade Central de Cervejas em Vialonga. A central possui uma turbina a gás com uma potência de 7,2 MW e uma caldeira de recuperação de calor com uma capacidade máxima de 30 ton/h de produção de vapor. Em 2005 produziu 40 GWh de electricidade, que foi inteiramente vendida ao SEP. O vapor produzido foi consumido pela Sociedade Central de Cervejas no seu processo produtivo. O consumo de gás natural desta central foi de aproximadamente 18 milhões de m3. A Galp Energia detém uma participação de 70% na Powercer, sendo os restantes 30% detidos pela Finerge.
Novos Projectos de Power
A Galp Energia pretende atingir uma posição importante no mercado de electricidade em Portugal. A empresa planeia alavancar o know-how do negócio do gás natural com a construção de duas Centrais de Ciclo Combinado a Gás Natural (CCGT) em Portugal com a capacidade de 400MW cada, potenciando o desenvolvimento da competitividade no negócio da electricidade. Pretende-se a integração vertical neste negócio através do desenvolvimento do fornecimento de electricidade, da consolidação do negócio de cogeração e da entrada nas energias renováveis. Para suportar estes objectivos, estão planeados os seguintes projectos:
A Galp Energia inclui no seu plano de investimento a construção de duas CCGTs de 400 MW cada. A construção do primeiro grupo gerador de CCGT está programada para se iniciar em 2007, devendo ficar concluída no final de 2009. A construção do segundo grupo gerador de CCGT está actualmente planeada para se iniciar em 2008, ficando concluída em 2010. A Galp Energia recebeu da DGGE, em 20 de Setembro de 2006, informação favorável relativamente ao pedido visando a ligação na zona de rede de Sines para as duas CCGTs. O investimento total previsto para este projecto é superior a 400 milhões de Euros.
Em Julho de 2005, o Governo Português lançou um concurso público para a atribuição de capacidade de interconexão de energia eólica, para venda de electricidade através da rede nacional, dividido em duas fases principais de 800 MW a 1000 MW (fase A) e de 400 MW a 500 MW (fase B).
A Galp Energia lidera um dos consórcios - Ventinveste - que apresentou propostas. Este consórcio é formado por cinco empresas, detendo a Galp Energia uma participação de 34%. Os demais membros do consórcio são a Martifer (30%), empresa portuguesa líder no sector das estruturas metálicas, a Enersis (33%), empresa portuguesa de energias renováveis, a Repower Systems (“Repower”) (1%), um dos produtores líderes mundiais de turbinas eólicas, e a Efacec (2%), fabricante português de componentes eléctricos.
Com a Fase A do concurso decidida, a Galp Energia concorre agora à Fase B. A proposta apresentada contempla a criação de um pólo industrial para a produção e montagem da maior parte dos componentes mecânicos e eléctricos das turbinas eólicas, não apenas para os parques eólicos em questão como também para exportação. Se a oferta da Ventiveste for bem sucedida, a Martifer, a Repower e a Efacec serão as responsáveis pela construção do pólo industrial. A Ventiveste orçamentou investimentos na ordem 500 milhões de Euros para a fase B do projecto eólico.
A Galp Energia encara o projecto eólico como uma oportunidade de entrada no mercado da produção de energias renováveis, tirando partido imediato da possibilidade de venda da electricidade produzida a uma tarifa subsidiada durante os primeiros 15 anos de exploração.