A actividade de Exploração e Produção é responsável pela presença da Galp energia no sector upstream da indústria petrolífera, que inclui a prospecção, pesquisa e produção de hidrocarbonetos.
Estratégia
A ambição da Galp Energia é tornar-se um operador integrado, presente em toda a cadeia de valor da indústria. Para isso tem veindo a apostar na pesquisa e produção de petróleo, em áreas com forte potencial, em associação com empresas de reconhecida capacidade técnica e financeira, e adquirir participações em blocos de exploração petrolífera e de gás natural.
Participações
O portfolio de upstream da Galp Energia é constituído por 60 participações distribuídas entre Angola e Brasil. Em Angola, a Galp Energia detém participações em 4 Blocos. No Brasil, a Empresa detém 54 blocos dos quais 30 resultaram da 7ª rodada, fechada durante o ano de 2005, todos em parceria com a empresa brasileira Petrobras.
Angola - Actividades de Pesquisa e Produção
A maioria dos contratos em vigor em Angola são do tipo Contratos de Partilha de Produção, estabelecidos entre os consórcios e a empresa estatal angolana Sonangol.
Produção
Em 2007, a produção total da Galp Energia ascendeu a 17 mil barris diários, superando em 80% os 9,5 mil barris diários de 2006.
As reservas provadas relativas à participação financeira da Galp Energia ascendem a 38,1 milhões de barris e foram revistas em baixa face ao ano de 2004 em que se cifravam nos 44,3 milhões de barris. Esta revisão é explicada por um lado pela produção de 2005 e por outro pela revisão do volume de reservas resultado do estudo “Kuito Updated Reservoir Development Plan” preparado pelo Operador (Chevron).
Reservas e recursos contingentes
De acordo com o relatório da Degolyer Macnaughton, a 31 de Dezembro de 2007, as reservas provadas e prováveis da Galp Energia no Bloco 14 eram de 31 milhões de barris. Ainda segundo o mesmo relatório, os recursos contingentes da Galp Energia ascendiam aos 742 milhões de barris, dos quais 500 milhões correspondiam a recursos do Tupi, no Bloco BM-S-11 no Brasil e o restante aos blocos 14, 14K e 32 em Angola.
Em 31 de Dezembro de 2006, as reservas e recursos contingentes da Galp Energia eram de 119 milhões de barris.
Angola - Actividades de Pesquisa e Produção
|
Bloco |
Tipo |
Operador |
Participação |
|
Bloco 14 |
Deep offshore |
Chevron |
9% |
|
Bloco 14 KA - IMI |
Deep offshore |
Chevron |
4,5% |
|
Bloco 32 |
Ultra Deep offshore |
Total |
5% |
|
Bloco 33 |
Ultra Deep offshore |
Exxon |
5% |
Brasil - Actividades de Pesquisa e Produção
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Rodada |
Bacia |
Bloco |
Tipo |
Operador |
Participação Galp Energia |
|
2 |
Santos |
BM-S-8 (1 bloco) |
Deep offshore |
Petrobras |
14% |
|
2 |
Santos |
BM-S-11 (1 bloco) |
Deep offshore |
Petrobras |
10% |
|
3 |
Santos |
BM-S-21 (1bloco) |
Deep offshore |
Petrobras |
20% |
|
3 |
Santos |
BM-S-24 (1 bloco) |
Deep offshore |
Petrobras |
20% |
|
6 |
Potiguar |
BT-POT-28 (1 bloco) |
Onshore |
Galp Energia |
50% |
|
6 |
Potiguar |
BT-POT-29 (3 blocos) |
Onshore |
Galp Energia |
50% |
|
6 |
Potiguar |
BT-POT-32 (4 blocos) |
Onshore |
Petrobras |
50% |
|
6 |
Potiguar |
BT-POP-36 (4 blocos) |
Onshore |
Galp Energia |
50% |
|
6 |
E. Santo |
BT-ES-23 (4 blocos) |
Onshore |
Galp Energia |
50% |
|
7 |
E. Santo |
BT-ES-24 (4 blocos) |
Onshore |
Petrobras |
50% |
|
7 |
Sergipe-Alagoas |
BT-SEAL-13 (4 blocos) |
Onshore |
Galp Energia |
50% |
|
7 |
E. Santo |
BT-ES-28 (3 blocos) |
Onshore |
Petrobras |
50% |
|
7 |
Potiguar |
BT-POT-59 (4 blocos) |
Onshore |
Galp Energia |
50% |
|
7 |
Potiguar |
BT-POT-56 (2 blocos) |
Onshore |
Petrobras |
50% |
|
7 |
Potiguar |
BM-POT-16 (2 blocos) |
Deep offshore |
Petrobras |
20% |
|
7 |
E. Santo |
BM-ES-31 (1 bloco) |
Deep offshore |
Petrobras |
20% |
|
7 |
Potiguar |
BM-POT-17 (3 blocos) |
Deep offshore |
Petrobras |
20% |
|
7 |
Potiguar |
BT-POT-51 (4 blocos) |
Onshore |
Galp Energia |
50% |
|
7 |
Potiguar |
BT-POT-47 (4 blocos) |
Onshore |
Galp Energia |
50% |
|
7 |
E. Santo |
BT-ES-29 (1 bloco) |
Onshore |
Galp Energia |
50% |
|
7 |
Potiguar |
BT-POT-45 (2 blocos) |
Onshore |
Petrobras |
50% |
|
9 |
Campos |
C-M-593 |
Águas pouco profundas |
Petrobras |
15% |
|
9 |
Santos |
S-M-1162 |
Águas pouco profundas |
Petrobras |
20% |
|
9 |
Santos |
S-M-1163 |
Águas pouco profundas |
Petrobras |
20% |
|
9 |
Santos |
S-M-1227 |
Águas pouco profundas |
Petrobras |
20% |
|
9 |
Pernambuco-Paraíba |
PEPB-M-783 |
Nova fronteira |
Petrobras |
20% |
|
9 |
Pernambuco-Paraíba |
PEPB-M-837 |
Nova fronteira |
Petrobras |
20% |
|
9 |
Pernambuco-Paraíba |
PEPB-M-839 |
Nova fronteira |
Petrobras |
20% |
Novos Projectos
Os esforços de avaliação de novas oportunidades de Exploração e Produção da Galp Energia estão a ser focalizados em países com elevado potencial de produção.
Timor e Moçambique
Em Abril de 2007, a Galp Energia e a ENI assinaram dois contratos para a aquisição de 10% nas concessões de direitos de prospecção, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo em cinco blocos em Timor e um em Moçambique. A Galp Energia passa assim a deter 10% de cada consórcio, ambos operados pela ENI.
Os blocos de Timor atribuem direitos de exploração em cinco áreas distintas, localizadas no mar, totalizando uma área conjunta de mais de 12.100 km2. Estes blocos encontram-se em profundidades de água que vão dos 0 aos 2.000 metros. O período das concessões atribuídas é de sete anos para a fase de exploração e de 25 anos para a fase de produção.
Durante os primeiros três anos o consórcio obriga-se a realizar, nos blocos concessionados em Timor, trabalhos de aquisição de linhas sísmicas, respectiva interpretação e realização de dois poços de exploração. Caso estes trabalhos sejam positivos e resultem na descoberta de acumulações comerciais de hidrocarbonetos, o consórcio passará então à fase de produção.
Em Moçambique, o bloco, também localizado no mar em profundidades que atingem os 2.000 metros, tem uma área total de cerca de 17.000 Km2, um período de exploração de oito anos e de 30 anos para a fase de produção.
Durante os primeiros quatro anos, o consórcio obriga-se a realizar trabalhos de aquisição de sísmica e sua interpretação.
O consórcio para a exploração em Timor é constituído pela ENI (operadora com uma participação de 90%) e a Galp Energia (10%). Em Moçambique, o consórcio é constituído pela ENI (operadora com uma participação de 80%), a Galp Energia (10%) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (10%).
Estas participações nos blocos em Timor e Moçambique encontram-se sujeitas à ratificação por parte do Governo Timorense e do Governo Moçambicano.
Portugal
Bacia Lusitaniana:
4 Blocos – Ostra, Mexilhão, Ameijoa, Camarão – Galp Energia com participação de 30%, Petrobras é operador do consórcio.
Bacia Alentejo:
3 Blocos – Lavagante, Santola, Gamba - Participação Galp Energia 10%, Tullow Oil é operador do consórcio.
A zona offshore portuguesa contém um potencial de exploração de águas profundas que ainda não foi adequadamente investigado, neste contexto, a Galp Energia solicitou autorização governamental para explorar estas águas. Sendo que, em Maio de 2007, as negociações culminaram com a formalização de um um acordo com a Petrobras e a Partex para a exploração e produção de petróleo em quatro blocos na Bacia Lusitaniana, situada na costa portuguesa, a norte de Lisboa.
A Petrobras será a operadora, com 50% de participação, ficando a Galp Energia com 30% e a Partex com 20%.
Os blocos, denominados Camarão, Amêijoa, Mexilhão e Ostra, possuem profundidades de água entre 200 e 2.000 metros, numa área total de 12 mil quilómetros quadrados. O consórcio formado pelas três empresas deverá concentrar-se na prospecção de hidrocarbonetos em regiões de águas profundas, visando a descoberta de petróleo.
O contrato prevê um período de oito anos para a exploração, envolvendo a aquisição sísmica e a perfuração de poços exploratórios. Nos primeiros três anos de contrato, os investimentos previstos são da ordem de 30 milhões de dólares americanos em aquisição e processamento de sísmica. O investimento subsequente em perfuração exploratória dependerá do resultado da sísmica entretanto realizada. Eventuais descobertas comerciais serão exploradas pelo consórcio num prazo de 30 anos.
Venezuela
A Galp Energia e a Petróleos da Venezuela (PDVSA) assinaram em Outubro de 2007, um Memorando de Entendimento para estudar o desenvolvimento de projectos conjuntos no sector energético.
Entre estes projectos destacam-se a possibilidade de incorporar a Galp Energia em projectos de exploração e produção de petróleo em fase de operação, que se encontrem a decorrer na Venezuela, e a participação da Galp Energia no projecto Magna Reserva - realização de estudos para a quantificação e certificação de reservas de petróleo na faixa petrolífera de Orinoco e também a realização de estudos para o desenvolvimento e tratamento dessas reservas.
O memorando contempla ainda a realização de estudos que permitam avaliar a possibilidade da Galp Energia participar no Projecto Mariscal Sucre, um projecto para desenvolvimento de gás no offshore da Venezuela.
Na sequência deste Memorando, em Novembro de 2007, foi assinado um acordo complementar entre as duas empresas que visa a avaliação e análise de projectos e a participação da Galp Energia em negócios no sector do Gás Natural Liquefeito (GNL) e, em concreto, no projecto de liquefacção do Gran Mariscal de Ayacucho.
Ao abrigo deste acordo, a Galp Energia poderá vir a adquirir uma quantidade equivalente a 2 mil milhões de metros cúbicos/ano de GNL. Esta aquisição estará sujeita ao resultado de uma avaliação económica, a realizar pelas partes, que considere um preço de venda competitivo para o mercado europeu, bem como aos termos e condições que maximizem a criação de valor para ambas as partes.
Ainda no âmbito deste acordo, a PDVSA e a Galp Energia avaliarão a participação da empresa portuguesa, na empresa mista que irá construir e operar a primeira unidade do terminal de liquefacção a construir no complexo industrial de Gran Mariscal de Ayacucho, em Güiria no Estado de Sucre, na Venezuela. Esta participação será determinada em função do interesse do projecto, das quantidades de GNL que a Galp Energia venha a adquirir e dos resultados das avaliações económicas.
Líbia
Em Dezembro de 2007, a Galp Energia e a LAP - Libya Africa Investment Portfolio assinaram um Memorando de Entendimento para a criação de uma equipa conjunta que estudará o desenvolvimento de projectos de exploração e produção de petróleo e gás natural, na Líbia.