O Aparelho Refinador da Galp Energia é constituído pelas refinarias de Sines e do Porto com uma capacidade de destilação anual de 15,2 milhões de toneladas, correspondente a 21% da refinação na Península Ibérica, posicionando-se o Grupo como o 2º operador atrás da Repsol, líder do mercado, e ex-aequo com a também espanhola CEPSA. Da actual produção das refinarias do Grupo, 80% é vendida sob a marca Galp (em Portugal e Espanha) e 20% é vendida a outros operadores.
Ambas as refinarias dispõem de aparelhos tecnologicamente actualizados, mercê dos sucessivos projectos de upgrading a que foram sujeitos, estando já apetrechados para produzir os combustíveis rodoviários de qualidade mais exigente que vigoram no espaço europeu. Prossegue, entretanto, a implementação de medidas complementares de adequação ambiental e de segurança, que permitirão às refinarias atingir elevados padrões de desempenho nestes domínios.

A Refinaria de Sines dispõe de uma capacidade de destilação instalada de 10,4 milhões de toneladas por ano e uma configuração processual orientada para a maximização da produção de gasolinas a partir da matéria prima. A Refinaria do Porto dispõe de uma capacidade de destilação instalada de 4,8 milhões de toneladas ano e a sua configuração processual privilegia a produção simultânea de combustíveis, lubrificantes, produtos aromáticos de base para a indústria petroquímica, solventes industriais e ceras de petróleo.

Em 2005 o Grupo Galp Energia, adquiriu 1,5 milhões de toneladas de produtos petrolíferos e 13,7 milhões de toneladas de crude. O Grupo exportou 1,6 milhões de toneladas de produtos petrolíferos e revendeu 525 mil toneladas de crude nos mercados internacionais de forma a optimizar a sua dieta de crude.
Investimentos no aparelho refinador
A Galp Energia vai dotar o sistema refinador de novas unidades de conversão com a mais recente tecnologia, capazes de processar as fracções mais pesadas do crude para produzir um volume adicional de 2,5 milhões toneladas de gasóleo por ano, a acrescentar à actual capacidade de produção de cerca de 5 milhões de toneladas de gasóleo. Com a optimização do seu sistema refinador, a Galp Energia tem como objectivo cobrir totalmente as necessidades de gasóleo no mercado nacional a partir de 2010, anulando assim as importações deste produto. O projecto abrange as duas refinarias, de Sines e de Matosinhos, e prevê a manutenção da capacidade total de refinação.
O investimento da Galp Energia na reconversão e optimização processual das suas refinarias está orçado em mil milhões de euros e terá reflexos significativos ao nível da balança comercial portuguesa, estimando-se que venha a representar uma poupança de 450 milhões de euros na factura anual de energia do país. A reconversão processual das refinarias vai permitir ainda a optimização do tratamento de crudes mais pesados, os quais estão disponíveis a menor custo nos mercados internacionais de matérias-primas.
A nova configuração processual reforçará a complementaridade operacional das duas refinarias da Galp Energia, melhorando, designadamente, a rentabilidade da operação de Matosinhos, conferindo-lhe melhores condições de continuidade e sustentabilidade a médio e longo prazos.
Este projecto rege-se através de rigorosos imperativos de ordem ambiental e de segurança. Serão utilizadas as melhores tecnologias disponíveis (BAT) tanto no desenho como na operação dos equipamentos, as quais assegurarão a racionalização efectiva de consumos e da utilização de matérias e de energia, com ganhos significativos no que toca ao impacte global de emissões e dos riscos para o ambiente.
Deste projecto de optimização processual de ambas as refinarias resulta a produção, para introdução no mercado português, de combustíveis com elevada concentração de hidrocarbonetos saturados que reduzirão as emissões atmosféricas do sector dos transportes e contribuirão para a melhoria da qualidade do ar. Sendo significativamente mais ricos em hidrogénio, estes combustíveis implicam menores emissões de CO2.
O combustível para uso interno nas refinarias, constituído por subprodutos gasosos e gás natural, será isento de enxofre, gerando emissões gasosas mais limpas. No cumprimento das recomendações da União Europeia, a emissão de dióxido de enxofre, de materiais pesados e de partículas será praticamente nula.